A Infância espiritual na Serva de Deus Madre Maria Amada

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Serva de Deus Madre Maria Amada do Menino Jesus

A Madre Maria Amada do Menino Jesus não somente foi uma grande mística, mas também recebeu muitas luzes para a formação das almas. Para suas filhas e filhos, Missionárias e Missionários do Sagrado Coração e Santa Maria de Guadalupe. Mas também para toda a Igreja, para todos.

Uma das características mais particulares de nossa Madre Maria Amada é, sem dúvida, sua experiência profunda da Infância Espiritual. Se a “pequena via” de Santa Teresinha ressoou fortemente em todo o mundo, na alma de Maria Amada, ressoou delicadamente com uma cor particular, muito própria.

Sua alma contemplativa foi conduzida pelo próprio Senhor. O primeiro mestre da vida interior é Deus mesmo, por isso dirá: “Queria gritar alto e fazer-me ouvir por todas as almas: A direção das almas ingênuas e simples, das almas crianças, Deus a toma por sua conta”.

O Espírito Santo é o santificador e diretor das almas! E é com grande delicadeza que Maria Amada será conduzida por seu próprio caminho espiritual sendo “alma criança”. De seu encanto infantil por sua própria infância, o Senhor introduziu sua alma na beleza de ser “alma criança”: “O Senhor me concedeu luzes sobre meu caminhozinho e, em certas ocasiões, me instruiu sobre os particulares; o que se pode reduzir no seguinte: este caminhozinho é da infância espiritual”.

Há algo de muito profético no desejo de ser “espiritualmente alma criança” de Maria Amada. Em nossa geração há uma ditadura da fama, do aparente, todos querem ser os melhores, os mais bonitos e mais famosos. É uma verdadeira enfermidade!

Mas Jesus como Médico misericordioso mostrou a nós “o caminho da infância espiritual”. Seu remédio divino são as “almas crianças”.

Madre Amada é uma “alma criança”. Ela, consciente de sua própria miséria e debilidade, descobriu que sua riqueza não está em ser grande: “se somos o impossível da pequenez e miséria, não devemos estar seguros de que seremos cheios de maiores graças, que o comum das almas pequeninas?” Conduzida pelo próprio Amor, contempla profundamente sua própria pequenez: “Sou o impossível da miséria e da debilidade, pelo que creio que jamais existiria uma alma mais frágil que a minha”.

O divino Diretor, um dia, nos conta ela mesmo em seus escritos, manifestou a ela cada mistério da vida de Cristo. Para cada mistério, Ela recebia “um precioso ensinamento”. E a cada Mistério de Cristo, Amada teria que se unir: sua Infância, sua Vida Pública, sua Vida Eucarística e sua Vida Gloriosa. Grandíssima lição: Amada deve viver da vida do Salvador.

Mas a um destes Mistérios da Vida de Cristo, Maria Amada é ligada por seu próprio nome. Ela é Maria Amada do Menino Jesus. O Mistério da Infância, o Mistério do Menino Jesus, Maria Amada não somente deverá contemplar e se unir, deverá muito mais. O Senhor lhe diz: “Sendo criança, por tua pequenez e simplicidade, imitará esta minha vida e te disporás a ensinar o caminho da Infância Espiritual, às almas que eu te confiarei”.

Maria Amada não somente viverá a infância espiritual como muitas outras almas, mas também terá que ensiná-la. Será Mestra do “caminho da infância espiritual”, mestra das “almas crianças”.

Por isso, Ela nos fala da Sabedoria que aprendeu do Coração Amante de Jesus: “A infância espiritual é toda ela fruto da mais completa renúncia, negação e esquecimento próprio; esse não ser nada para que Ele seja tudo; em uma palavra: tudo aquilo que nos torne crianças por virtude. Que por outra parte seja fácil, plano e doce, tampouco se pode negar. Que tudo faz o Senhor, também é certo. Neste trabalho tudo depende de Deus, assim como de nós”.

Há outra característica das “almas crianças” que é fundamental na espiritualidade da Madre Amada: “Tantos dons nas almas crianças se fundem em um: simplicidade, una com Deus; desse Deus que é um mar infinito de infinitas perfeições e é Simplicidade infinita.

Madre Amada compreendeu também como a “alma criança” deverá vivê-la: “A simplicidade é, não a simplificação do eu, senão a morte deste grande inimigo, do amor próprio”. Assim simples, “a doçura será sua inseparável companheira” e seu “olhar é o olhar de uma branca e cândida pomba, que jamais olha nem pisa no lodo”.

Para Madre Amada, outra característica da “alma criança” é amar sua miséria. A grandeza da “alma criança” é sua debilidade: “Amemos nossa pequenez, nossas misérias, sem fazer pactuar com nossos defeitos, faltas e imperfeições”.

Mas como Mãe verdadeira, Ela também advertiu as “almas crianças” acerca dos erros e também das dificuldades do caminho do Amor: “Ademais, nunca se repetirá bastante, que seria erro gravíssimo, crer que as almas pequeninas sua Majestade as dispensa ou tira todo trabalho e sofrimento enquanto a prática da virtude e outros; isso jamais poderá ser.“

O Coração Amante de Jesus manifestou a Maria Amada que estas almas ”seriam, no meio de sua pequenez, os grandes apóstolos de sua glória, seu vivo louvor, oração e adoração, por com Ele seriam vítimas de amor. Pequeninas em seu espírito viriam a ser os maiores espíritos”.

Ela escreve: “Por fim sua Majestade me deu a conhecer como as almas crianças são seu perfeito louvor, almas que em sua elevação a Ele, à divina união, através de penas e dores, gozos e alegrias, se vão convertendo em celestes instrumentos, até que completos e afinados, segundo os ouvidos divinos do Deus de Amor, são elevados por Ele, a celestial mansão, para serem tocados nos esplendores da glória e recrear com suas harmonias a Adorável Trindade”.

Não está a santidade nas coisas extraordinárias, por isso a Madre Amada dizia: “Não desejo isso de visões, revelações, etc. desejo com desejo infinito amar a Deus, a Jesus, com um amor sem medida e fazê-lo amar pelo mundo inteiro”. Todos somos chamados a santidade, todos. Sejamos nós também essas “almas crianças”, aprendendo o “caminho da infância espiritual” com nossa Madre Maria Amada do Menino Jesus.

O Coração Amantíssimo de Jesus nos ama a todos, cabe a nós dizer nosso Sim ao Amor. Façamos nossa esta súplica brotada do coração de Madre Maria Amada:

Ó Sagrado Coração de meu Divino Amor! Formai, por piedade, neste triste desterro, um grande exército de incontável número destas lindas almas, que com infantil amor, vos amem, vos amem sem limite. Não quero mais ouvir de teus lábios a dolorosa queixa de: Não sou amado. Busquei quem me consolasse e não os encontrei. Amado meu, concedei a esta tua pobre e criminal criatura, no excesso de tua infinita caridade e misericórdia, o imerecido favor de ser contada entre essas almas ditosas e que, como elas, viva de amor e morra também de puro amor”.


Autor: José Eduardo Câmara de Barros Carneiro

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