Venerável Madre Luísa Margarida Claret de la Touche

(1868-1915)

Obra do Amor Infinito

QUERO QUE OS MEUS SACERDOTES SEJAM SEMEADORES DE AMOR

 Uma mulher pelo sacerdócio

D. Pier Giorgio Debernardi

Bispo de Pinerolo

 

Na história da Igreja destes últimos dois séculos foram numerosas as pessoas que receberam do Senhor a missão de oferecer a sua vida pela santificação do clero, uma maternidade espiritual para ajudá-los a viver com entusiasmo a sua vocação.

Quero apresentar a vida, o carisma e a missão da Venerável Madre Luísa Margarida Claret de la Touche, monja da Visitação [1], que com a imolação de sua vida e os seus escritos, chamou os sacerdotes à experimentar o amor do Senhor para doá-lo através de seu ministério.

Padre Philippe Vercoustre, dominicano, escreveu uma biografia desta irmã que na tradução italiana é intitulada: “Uma mulher pelo sacerdócio” (Ed. Gribaudi, Torino 1988). Não é um título de efeito, mas corresponde à verdade. Mais uma vez foi chamada uma mulher para levar um anúncio, transmitir uma mensagem, despertar energias, impulsionar à missão.

A jovem Margarida com 17 anos

Margarida Claret de la Touche nasce em Saint-Germain-en-Lay (França) em 15 de março de 1868. Órfã de pai aos sete anos, teve da mãe uma educação muito severa, baseada no dever, mais que no amor. Pertencendo a uma família burguesa e abastada, o seu teor de vida era bastante mundano e frívolo, ainda que moralmente irrepreensível. Experimentou o amor humano enamorando-se por um brilhante cadete da Academia Militar de Valence. Contudo a ação da graça foi mais forte e abriu o coração de Margarida à vida religiosa. Entrou no mosteiro da Visitação de Romans (diocese de Valence, na França) em 20 de novembro de 1890, tomando o nome de Luísa Margarida.

Escolhe a Visitação, porque atraída pela vida contemplativa, ao passo que, contrariamente aos seus desejos, é encarregada do ensino das educandas, porque naqueles tempos junto a numerosos mosteiros surgiam colégios dedicados a educação.

Fez a profissão solene em 17 de outubro de 1892. Deste momento, a vida de oração na Irmã Luísa Margarida se torna particularmente intensa; sente a dimensão contemplativa como conatural à sua existência, por isso buscou com todas as forças levar sua Ordem a abandonar a atividade educativa para voltar a ser unicamente casa de oração.

 O carisma e a missão

O carisma é uma graça que o Senhor dá a uma pessoa para fazê-la idônea para realizar uma particular missão na Igreja. O carisma não é nunca para si, é para ser colocado a serviço dos outros. Além disso, esse dom é sempre acompanhado, em quem o recebe, de incompreensões e sofrimentos.

1902 foi o ano em que o Senhor revelou a nossa Irmã o que devia dizer aos sacerdotes e o que devia realizar para sua santificação. Todas as experiências espirituais anteriores tinham sido orientadas a esse momento. Irmã Luísa Margarida, compreendeu que devia abandonar-se inteiramente ao Amor Infinito. Escreve no seu Diário:

“Há alguns dias, eu me sinto atraída mais que o habitual pelo Amor Infinito”.[2]

 O Senhor estava tomando posse total de sua vida, do seu corpo e do seu espírito. A força do amor se manifestava também sensivelmente em fortes palpitações do coração, tanto que lhe parecia que ele se desprendesse para se unir àquele de Cristo. Experimentava dor nos pés, nas mãos e no lado direito, como já havia acontecido outras vezes. O Senhor a unia si, ainda mais estreitamente. Sofrer pelo Senhor é sempre uma graça fecunda para a Igreja.

Manifestação do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque

05 de junho de 1902, vigília da festa do Sagrado Coração, é a data que marca a entrega para Irmã Luísa Margarida de uma particular missão para realizar na Igreja, dirigida aos sacerdotes. Ela deve recordá-los as insondáveis riquezas do amor do Coração de Cristo, continuando a missão já iniciada com as revelações a Margarida Maria Alacoque.[3]

A nossa irmã sentiu por vários dias consecutivos a voz que lhe confia essa tarefa: de 05 a 13 de junho, depois ainda de 17 a 25 de junho. Essas notas são o coração e conteúdo essencial da mensagem que ela recebeu. As transcrevemos para que sejam lidas na sua simplicidade, mas também na sua envolvente beleza:

06 de junho (Festa do Sagrado Coração) – Ontem, eu me encontrava diante do Santíssimo Sacramento, eu sofria e estava neste estado de espírito, fatigado e doloroso, no qual eu me encontrava há algumas semanas, quando Jesus se fez sentir a minha alma. Eu o adorei docemente, consolada por sua presença, e rezando-lhe por nosso pequeno noviciado, eu lhe pedi dar-me algumas almas que eu pudesse formar para Ele. Então, ele me respondeu: « Eu te darei almas de homens ». Profundamente surpreendia por essas palavras, das que não compreendi o significado, eu permaneci silenciosa buscando explicá-las a mim.  E Jesus retomou: « Eu te darei almas de sacerdotes […] Tu, é por meu clero que te imolarás; eu quero te instruir durante esta oitava, escreve tudo o que eu te direi ». Eu não queria mais escrever, mas obedecerei a Jesus […]

Esta manhã – « O sacerdote é um ser de tal modo investido por Cristo que ele se torna quase um Deus, mas é um homem também e é preciso que o seja. É preciso que ele sinta as fraquezas, as lutas, as dores, as tentações, os temores, as revoltas do homem; é preciso que ele seja miserável para ser misericordioso; e é preciso também que ele seja forte, que ele seja puro, que ele seja santo para ser santificante. É preciso que meu sacerdote tenha o coração grande, terno, ardente, poderoso para amar. Ele tem tanto para amar, o sacerdote! É preciso que ele me ame, a mim, seu Mestre, seu irmão, seu amigo, seu consolador, como eu o amei, e eu o amei até confundir minha vida com a sua, até me tornar obediente a sua palavra. Ele deve amar ainda minha Esposa, a sua, a Santa Igreja, e de que amor, de um amor apaixonado e zeloso, zeloso de sua glória, de sua pureza, de sua unidade, de sua fecundidade. Enfim, ele deve amar as almas como seus filhos. Que pai tem tantos filhos para amar como o sacerdote? »

7 de junho – « O coração de meu sacerdote deve ser uma chama ardente que aquece e que purifica. Se ele soubesse, meu sacerdote, os tesouros de amor que meu Coração contém para ele! Que ele venha ao meu Coração, que dele tire, que se encha de amor até transbordar e se derramar sobre o mundo! Margarida Maria mostrou meu Coração ao mundo, tu, mostra-o aos meus sacerdotes, atraí-os ao meu Coração ». […]

8 de junho – Ele me mostrou a grandeza do sacerdote. O sacerdote, tomado dentre os homens se eleva até Deus; ele é colocado entre o homem e Deus, mediador como Jesus e com Jesus. Ele foi, por assim dizer, transubstanciado em Jesus e entra desse modo em seus divinos estados e suas divinas prerrogativas. Ele é, com Jesus, sacerdote, pontífice, mediador, advogado, intercessor. Ele é o grande adorador do Pai. Ele é também, com Jesus, oferenda, expiação, vítima. Deste estado de união particular a Jesus, todos os atos do sacerdote tiram uma incompreensível excelência.

10 de junho – Após a Comunhão, eu disse a Jesus: « Meu Salvador, quando nossa bem-aventurada Irmã [Santa Margarida Maria] mostrou vosso divino Coração ao mundo, vossos sacerdotes o viram, isto não basta? »

Jesus respondeu: « Eu quero fazer a eles agora uma manifestação especial ». Depois, ele me mostrou que há uma Obra a fazer que é de aquecer o mundo pelo amor, e que ele quer servir-se de seus sacerdotes para isso. Ele me disse com uma expressão tão tocante e tão terna que as lágrimas vieram aos meus olhos: « Eu preciso deles para realizar minha Obra ! » Para que eles possam difundir o Amor, eles devem estar cheios, e é no Coração de Jesus que eles devem ir recolher.

12 de junho – Todo o dia de ontem, eu vi como um grupo particular de sacerdotes em torno do Coração de Jesus, uma Obra exclusivamente para eles […]

13 de junho – Esta manhã, refletindo comigo mesma, eu pensava que poderíamos talvez fazer um ramo especial da Guarda de Honra [4] para os sacerdotes. Jesus me disse: « Não ». Ele me fez compreender que ele não quer que seus sacerdotes sejam somente adoradores de seu Coração, mas que ele quer formar uma milícia que combata para o triunfo de seu amor. Estes que farão parte dessa milícia do Divino Coração se comprometerão entre outras coisas a pregar o Amor Infinito e a Misericórdia, e a serem unidos entre si, não sendo senão um só coração e uma só alma para o bem, nunca pondo obstáculos uns aos outros nas suas obras.

25 de junho – Ontem, Festa de São João Batista, entrando no coro, eu me pus, simplesmente, em espírito aos pés de Jesus, sem nada dizer. Eu senti logo minha alma como que separada de todas as coisas, e intelectualmente eu vi como um céu de outono triste e frio: um grande vento soprava, no céu denso, nuvens cinzentas; abaixo, a terra marrom onde não aparece nenhuma vegetação se estendia a perder de vista, e eis que alguns homens passam; eles tomam do seu peito sementes e as lançam com as mãos cheias sobre a terra e a voz de Jesus me diz : « Eu quero que meus sacerdotes sejam semeadores de amor ! » Então eu não vi mais nada, a voz de Jesus me tinha transportado, uma luz intensa enchia minha alma; algo de ardente penetrava todo meu ser . [5]

 

Na vida da Irmã Luísa Margarida, tudo começou com essas mensagens que caiem no momento em que a Igreja é sacudida pelas teorias modernistas, as quais, embora partindo de uma boa finalidade, isto é, produzir uma renovação teológica, pastoral e social, chegam em alguns casos a demolir as próprias verdades da fé. De fato, apesar da simplicidade da linguagem, Irmã Luísa Margarida trazia à Igreja um chamado forte a ler a história como obra do Amor e um convite específico aos sacerdotes, com seu ministério, a se manifestarem instrumentos do Amor para tornar visível o amor e a misericórdia que Deus tem pelo mundo.

 Um livro para os sacerdotes: O Sagrado Coração e o Sacerdócio             

Padre Alfredo Charrier, seu diretor espiritual

Se no mês de junho de 1902, Irmã Luísa Margarida teve finalmente claro diante de si a missão que o Senhor lhe confiava, nos seguintes, ela continuou a receber mensagens que a fortaleceram no caminho empreendido. Na metade de setembro de 1902, o Padre Alfredo Charrier, seu pai espiritual passou em Romans. Ela falou novamente com ele das luzes que tinha tido na oração, em particular com respeito a uma Obra pela santificação dos sacerdotes.

Em outubro de 1902, durante o tempo de meditação cultivou algumas meditações “sobre as virtudes sacerdotais de Cristo”. Teve a inspiração de anotar estes pensamentos. Pediu permissão a superiora, que lhe concedeu:

A Madre me disse para escrever e eu o fiz. Se isso que eu escrevo não serve para nada, não se terá senão que lançá-lo ao fogo, e isso será feito rapidamente. Mas ainda não está terminado. Eu já tive duas vezes a tentação de queimá-lo. Eu não o fiz, temo desobedecê-lo”.[6]

 Essa é a primeira referência aos escritos que formarão o livro O Sagrado Coração e o Sacerdócio.

Para a Irmã Luísa Margarida não parecia verdade ter que preparar um livro para os sacerdotes. Parecia-lhe pecar de presunção. Quem era ela para se tornar mestra daqueles que na Igreja, por ministério, são mestres?

O seu pai espiritual a encorajava a anotar tudo, a pôr-se em atitude de grande humildade, como um instrumento nas mãos do Senhor. Não devia se preocupar muito se o que escrevia era uma luz que vinha do alto ou não, porque tocaria a outros discernir sobre a bondade destas luzes. A ela tocava somente anotar.

Certamente, nos primeiros meses de 1903 grande parte do livro já estava pronta.

Na metade de maio de 1903, o Padre Charrier passou na Visitação de Romans e levou consigo as páginas já prontas. Essas páginas eram só um esboço; depois devia ser ele a completar o livro. De fato, Irmã Luísa Margarida não queria aparecer como autora do livro. O seu desejo era que fosse seu diretor espiritual a dar forma e a ampliar o núcleo primitivo de suas anotações.

Padre Charrier prometia mas adiava o início do trabalho. O ministério – em particular a pregação itinerante –  lhe impedia concentrar-se e cumprir o que tinha prometido. De 1903 a 1909, ele iludiu a irmã, mas sem concluir nada; antes, lhe reenviará os escritos para que fosse um outro a concluir a obra. Será um padre sacramentino, P. Poletti que, convencido da bondade do livro e do bem que dele poderia resultar aos sacerdotes, aconselhará a Madre Luísa Margarida de completar aqueles escritos e os pôr em condição de irem para a tipografia. O livro foi publicado em 1910 com o título:  O Sagrado Coração e o Sacerdócio. [7]

O conteúdo deste livro é muito simples; o seu estilo é como água límpida, flui sem rumor, mas encerra uma grande fecundidade espiritual; não envelhece ainda se os anos passam [8]  . Surpreende a quantidade de citações bíblicas, sobretudo do Novo Testamento; Madre Luísa Margarida lia e meditava frequentemente a Bíblia, num tempo que o texto sacro era pouco familiar aos católicos e mesmo na vida religiosa não tinha lugar de honra. O livro é composto de quatro partes, como de quatro pilastras, que têm por título: o sacerdócio criação do Amor Infinito, as virtudes sacerdotais de Cristo, o amor de Cristo por seus sacerdotes, elevações sobre o Amor Infinito e o sacerdócio. Em particular, a última parte, certamente a mais original e teologicamente excelente, é como um grande convite à todos os sacerdotes a contemplar o Amor Infinito e a mergulhar nesse oceano de amor do qual o sacerdócio nasceu para tirar novo entusiasmo e impulso no ministério.

O olhar a Cristo ajuda a ter os seus mesmos sentimentos, sobretudo a sua caridade. O livro encoraja a compreender o ministério sacerdotal como uma “missão de amor” (a expressão é de Santo Agostinho). De fato, através da caridade pastoral, o sacerdote imita a Cristo na sua doação, e imergindo na história do seu povo, o educa aos valores evangélicos, sobretudo ao mandamento do amor e ao compromisso da solidariedade.

Quando o livro foi publicado, pouquíssimas pessoas conheciam o nome do autor. Acreditava-se que tivesse sido escrito pelo Padre Charrier (a ele chegavam de várias partes mensagens de felicitação) e Madre Luísa Margarida, com muita humildade, mantem sempre a este respeito um escrupuloso silêncio. Era a mensagem contida que lhe interessava, não a sua pessoa.

                   Um quadro cheio de majestade e de ternura                             

Pintura de Jesus, realizada pela Venerável Madre Luísa Margarida

Irmã Luísa Margarida amava pintar e desenhar. O que a torna famosa é o quadro de Jesus Misericordioso, que foi realizada por ordem do diretor espiritual, depois que ela tinha lhe confidenciado tê-lo visto em visão.[9] A execução do trabalho acontece entre o fim de 1902 e 1903.[10] A representação se afasta da moda corrente, Jesus tem uma face cheia de majestade e de ternura. Com a mão sangrando rasga a sua túnica, quase a forma de coração na altura do peito, para que se veja a ferida do lado gotejando sangue: é a porta da Misericórdia! De fato, sobre a cabeça de Jesus está colocado o verso “Misericordiam volo” (Mt 3,17).

É como deter-se na beira de um imenso abismo:

Através da larga abertura feita pela lança, nós olhamos neste abismo da Caridade divina, nós buscamos sondar a profundidade. Mas não, a alma é tomada pela vertigem diante deste abismo de amor; é preciso fechar os olhos, abandonar todo apoio e deixar-se cair, cair sem fim nestas divinas profundezas, sem buscar compreender, sem querer explicações. O Amor não se explica! Ele se deseja, se quer,  se escuta, ele se saboreia, nos inebria, ele se vive, se morre, não se conhece! “[11]

Os sacerdotes são os primeiros chamados a fazer a experiência do amor de Cristo que ultrapassa todo conhecimento (Cf. Ef 3,19). Irmã Luísa Margarida escreve:

“Para que eles possam difundir o Amor, eles devem estar cheios, e é no Coração de Jesus que eles devem  o recolher.” [12]

Assim o seu ministério será convicto anúncio, fecunda celebração e alegre testemunho da Misericórdia.

Uma oração difundida em todo o mundo

Em dezembro de 1903, a superiora deu a tarefa à Irmã Luísa Margarida de escrever uma carta ao Padre Charrier para dar-lhe felicitações pelo novo ano. Ela obedeceu, mas pediu também autorização de poder anexar um folheto no qual estava escrita uma oração a Jesus Pontífice Eterno. A superiora depois de alguma hesitação, concordou. O Padre Charrier, depois de ter recebido a carta, respondeu a Irmã Luísa Margarida na data de 25 de dezembro. Entre outras coisas, lhe perguntou:

“Eu gostei muito da oração que me enviastes. Eu a utilizarei, mas talvez antes eu a modificarei. Eu gostaria de saber se vós a compusestes, ou se ela lhe foi inspirada por Nosso Senhor. De todo modo, ela responde bem ao desejo que tinha de compor uma semelhante”.  [13]

A oração, no entanto, não foi nunca modificada pelo Padre Charrier e permaneceu sempre como tinha sido composta pela Irmã Luísa Margarida. O texto é o seguinte:

Ó Jesus, Pontífice Eterno, Divino Sacrificador, Vós que, no Vosso incomparável amor, deixastes sair do Vosso Sagrado Coração o sacerdócio cristão, dignai-Vos derramar, nos Vossos sacerdotes, as ondas vivificantes do Amor infinito.

Vivei neles, transformai-os em Vós, tornai-os, pela Vossa graça, instrumentos de Vossas Misericórdias. Atuai neles e por eles, e fazei que, revestidos inteiramente de Vós pela fiel imitação de Vossas adoráveis virtudes, operem, em Vosso nome e pela força de Vosso espírito, as obras que Vós mesmo realizastes para a salvação do mundo.

Divino Redentor das almas, vede como é grande a multidão dos que dormem ainda nas trevas do erro; contai o número dessas ovelhas infiéis que ladeiam os precipícios; considerai a multidão dos pobres, dos famintos, dos ignorantes e dos fracos que gemem ao abandono. Voltai para nós por intermédio dos Vossos sacerdotes. Revivei neles; atuai por eles, e passai de novo através do mundo, ensinando, perdoando, consolando, sacrificando, e reatando os laços sagrados do amor entre o Coração de Deus e o coração humano. Amém

Essa oração teve em breve tempo uma difusão extraordinária. O próprio Padre Charrier (que junto com a superiora conhecia a origem) e os vários Mosteiros da Visitação (que acreditavam que a oração tinha sido composta pelo padre) se empenharam em difundi-la em muitas Nações. Em particular o Padre Charrier, com a ajuda de benfeitores, arcou com as despesas de impressão e difusão.

De 1905 até hoje, a oração foi continuamente publicada e difundida em todo o mundo. Foi traduzida em 22 línguas. Um verdadeiro recorde de universalidade. Uma humilíssima origem e uma amplíssima difusão.

Durante o seu pontificado, Pio X interveio muitas vezes para recordar o clero da obrigação de tender para a santidade.  Em 1904 – XIII centenário da morte de São Gregório Magno – com a encíclica Jucunda sane delineou a figura ideal do pastor com base na Regula pastoralis do grande pontífice. Com a encíclica Pieni l’animo de 28 de julho de 1906 pedia que a formação oferecida nos seminários se destinasse primariamente a formar ministros de Cristo e não a carreiras civis; tudo devia apoiar-se sobre o fundamento da obediência e da docilidade ao magistério. Mas sobretudo com a encíclica Haurent animo – em 1908, em ocasião do 50º aniversário de sua ordenação sacerdotal – apresentou um programa de perfeição e de santidade. Até o Concílio Vaticano II, esse documento permaneceu como ponto de referência da espiritualidade que deve marcar a vida do presbítero. Não surpreende que a Madre Luísa Margarida, ao lê-la e meditá-la, tenha exclamado: “Esta carta de Pio X me encheu de alegria[14].

Havia uma perfeita sintonia entre o conteúdo da encíclica e a missão da Irmã que se sentia comprometida a realizar.

Uma obra para os sacerdotes

Mas o que é esta Obra de que a Irmã Luísa Margarida recebe as primeiras indicações e de que posteriormente falará tantas vezes nos seus escritos? É, primeiramente, uma Obra que o Senhor mesmo realiza através do ministério dos sacerdotes:

Eu preciso deles para realizar minha Obra” [15].

Portanto, antes mesmo que uma Obra feita com meios humanos é um olhar sobre o projeto de salvação que Deus tem para o mundo. Só em um segundo momento a Obra é entendida como resposta de amor do sacerdote no esforço de reproduzir em si a imagem de Cristo e realizar o que ele disse e fez.

Em uma nota de seu Diário que remonta a novembro de 1902, ela precisa o seu pensamento sobre a natureza, a finalidade e os meios da Obra:

“O primeiro desejo de Jesus é a salvação das almas; elevar o mundo por meio do amor, estabelecer o reino do Amor Infinito sobre toda a terra. Seu segundo desejo é servir-se dos sacerdotes para esse grande trabalho, de fazer deles auxiliares ativos e por meio deles agir sobre almas e sobre o mundo. O terceiro desejo é, me parece, uma obra que reagrupe e prepare os sacerdotes e os santifique para essa grande missão…”[16]

Venerável Madre Luísa Margarida Claret de la Touche

A nota continua, depois, indicando os aspectos organizativos da Obra, como as reuniões e as tarefas dos responsáveis. Quando fala da parte organizativa, Irmã Luísa Margarida a apresenta como expressão de seu modo de sentir e ver o problema, sem nunca absolutizar o que propõe; é o aspecto mais frágil e mais sujeito ao mudar dos tempos. Enquanto ao invés insiste, no que para ela parece fundamental: a Obra se realiza difundindo, com a pregação e as obras, o conhecimento do Amor Infinito e da Misericórdia.

Há, então, um convite urgente dirigido aos sacerdotes para que busquem e encontrem modos e formas de se encontrarem entre si. A Obra, de fato, tem essa finalidade: encorajá-los e sustentá-los no caminho da santidade, ajudando-lhes a “unir-se entre si”, “agir com um mesmo espírito” e a “fortalecer a ação por meio da união[17]. Os sacerdotes encontrando-se, se comprometem no estudo da pessoa de Cristo, buscam conformar a própria vida às virtudes sacerdotais e tendem a realizar uma autêntica fraternidade. Reencontrar-se juntos, portanto, não visa só a oração, mas a “união e cooperação nas obras”, isto é, trabalhar unidos em torno a um projeto pastoral, pensado junto e realizado comunitariamente. É, por conseguinte, de atualidade a recomendação que a Irmã faz aos sacerdotes “de se ajudar reciprocamente, sem nunca pôr obstáculos uns aos outros”; “serem unidos entre eles para o bem, formando um só coração e uma só alma, sem nunca levantar reciprocamente obstáculos nas suas obras”[18].

 Nunca como nestas últimas décadas, encontramos no Magistério tanta insistência para que se valorizem, no presbitério, os encontros de oração, de estudo e de programação pastoral, como momentos e meios privilegiados de formação permanente. Maravilha, pois, que uma religiosa, muito tempo antes, tenha indicado caminhos e percursos não ainda abertos.

O chamado tantas vezes feito às dioceses, isto é, as Igrejas particular, como lugar de encontro, nos obriga a fazer referência explícita ao presbitério diocesano, do qual fazem parte, ademais, também os religiosos presbíteros. No presbitério, o sacerdotes vive a comunhão com o bispo e com os outros irmãos. É a união fraterna “intensa”, como afirma Irmã Luísa Margarida, que torna visível a comunhão e prepara uma ação pastoral eficaz e incisiva.

A Obra e o espírito de família 

No início do ano de 1904, encontramos no Diário uma nota sobre o amor da Trindade pelo sacerdote e sobre seu chamado a santidade:

“Ó, como o santo sacerdote é amado por Deus! Se ele soubesse, creio que ele não poderia suportar a doçura” [19].

Durante o ano, Irmã Luísa Margarida ouve, muitas vezes, o convite a dedicar sua vida ao sacerdócio. Anota sempre o que lhe parece entender:

“Então, o Senhor me fez ver a grandeza do sacerdote de um modo que eu não posso exprimir, em seguida ele acrescentou: “Eu quero que tu reavives no mundo o respeito devido ao sacerdócio” [20].

Depois, no Diário, na data “setembro de 1904” há uma página muito bela sobre a vida comunitária entre os sacerdotes, que consiste precisamente na finalidade da Obra. Essa é uma das urgências mais urgentes da Igreja de hoje:

 “Na Igreja primitiva, os sacerdotes se reuniam em torno do seu bispo, viviam, na medida de sua possibilidade, na mesma casa formando com ele uma só família da qual ele era o pai… O espírito do mundo que busca incessantemente romper os vínculos da caridade para poder mais facilmente destruir, levou pouco a pouco a um grande isolamento; o espírito de família em parte desapareceu; ele não vive mais no corpo Sacerdotal como era o caso dos primeiros tempos da Igreja. E é isso que Jesus quer reviver. Ele gostaria que esse espírito de união existisse entre todos os fiéis, mas antes de tudo ele quer vê-lo reinar no seu Sacerdócio”.

E acrescenta:

“A Obra tem justamente essa finalidade. Ela servirá, disse Jesus, a fazer circular em todo o corpo Sacerdotal um mesmo espírito, a consolidar uma mais completa uniformidade de pontos de vista, um movimento de ação mais adaptado”.[21]

É certamente um escrito de grande perspectiva que toca pontos nevrálgicos da vida sacerdotal de todos os tempos, isto é, a unidade dos presbíteros com o próprio bispo e dos presbíteros entre si. O Concílio Vaticano II, na Presbyterorum Ordinis, reafirmou com força essa exigência:

A união dos presbíteros com os seus Bispos é tanto mais necessária em nossos dias. Assim, nenhum presbítero pode realizar suficientemente a sua missão, isoladamente, más só num esforço comum com os outros presbíteros, sob a direção dos que estão à frente dá Igreja”.[22].

Essa unidade é exigência da lei da reciprocidade do amor: os sacerdotes reconhecem no bispo o seu pai; o bispo considera os seus sacerdotes como filhos e amigos (“ut filios et amicos habentes”)[23]. Realizar a unidade é a finalidade da Obra.

Aqui compreendemos como seria simplista equiparar a Obra a uma associação, embora ampla e difundida no mundo. Tarefa fundamental da Obra é, portanto, ajudar os sacerdotes a crescer na comunhão e na unidade. Muitas páginas do Diário da Irmã Luísa Margarida podem ser lidas, hoje, como profecia do que amadureceu na Igreja depois do Concílio.

Na exortação apostólica Pastores dabo vobis há essa ênfase:

A fisionomia do presbitério é, portanto, a de uma verdadeira família, de uma fraternidade, cujos laços não são da carne nem do sangue mas os da graça sacramental da Ordem…”[24]

É uma autorizada confirmação das mensagens recebidas pela Irmã Luísa Margarida sobre a vida e sobre o ministério dos sacerdotes.

Se o grão de trigo não morre

Mons. Matteo Filippello. Bispo de Ivrea

Em 1906, a Visitação de Romans, com muitas outras Congregações religiosas, por causa das leis revolucionárias, foi obrigada a deixar França e buscar asilo na Itália.

De 1907 a 1913, por dois triênios, Madre Luísa Margarida assumiu o cargo de Superiora. Depois de um breve período passado em Revigliasco (vilarejo próximo a Turim), a comunidade desembarcou na diocese de Ivrea, a Mazzè, acolhida com interesse pelo bispo Mons. Matteo Filippello. Nas conversas com a Madre Luísa Margarida, o bispo viu um sinal do Senhor, porque também ele estava pensando em fazer algo para promover a santificação dos sacerdotes.

No termo do duplo triênio de superiorato, em meio a muitas tribulações, o próprio bispo aconselhou Madre Luísa Margarida a ir a Roma para submeter às Congregações Romanas os seus escritos e o seu projeto. Foi uma viagem marcada pela esperança, mas também acompanhada pela dor e pelo sofrimento (era acusada de ser rebelde e desobediente). Nos conversações ocorridos, em particular com a Congregação dos Religiosos, lhe foi sugerido de fundar uma Visitação como apoio espiritual à Obra que o Senhor lhe havia inspirado. Era o sonho que se realizava depois de anos de espera. Mons. Filippello partilhava deste projeto e a casa foi aberta em Vische, um risonho vilarejo da diocese, em 19 de março de 1914, porque se tornasse oásis de oração pela santificação dos sacerdotes.

S. Francisco de Sales dá a S. Joana de Chantal, as Constituições da Ordem da Visitação de Santa Maria

Na verdade, Madre Luísa Margarida sempre cultivou esse desejo: que nascesse uma casa da Visitação toda dedicada à oração pela Igreja e o sacerdócio. Ocorre recordar que um dos primeiros objetivos do ministério episcopal de São Francisco de Sales foi a reforma e a santificação do clero, que ele buscou realizar através de Sínodos, os encontros de formação e as visitas pastorais. A sua própria vida foi “Evangelho vivente” (segundo a feliz expressão de São Vicente de Paulo) e modelo de ministério pastoral animado pela caridade [25]. Não surpreende que essa ânsia apostólica, ele tenha comunicado às filhas da Visitação, convidando-as “honrar muito o sacerdócio”[26].

Madre Luísa Margarida morreu em Vische em 14 de maio de 1915.  Mas as incompreensões acerca da nova fundação não adormeceram. Para superá-las, a Congregação dos Religiosos sugeriu a Mons. Filippello dar vida a uma nova família religiosa. Assim em 24 de abril de 1918 nasceu o Instituto Betânia do Sagrado Coração”, Congregação feminina de vida contemplativa. Junto a Betânia se desenvolveu a Aliança Sacerdotal  que reúne os sacerdotes que vivem a espiritualidade de comunhão que tem a sua fonte em Deus Amor Infinito.  Com o passar dos anos, se formou uma associação de mulheres e homens desejosos de viver o espírito de Betânia com o nome de “Amigas e amigos de Betânia”. Por último, floriu também um Instituto secular denominado Missionárias do Amor Infinito.

Madre Luísa Margarida foi declarada venerável em 25 de junho de 2006. A Obra por ela vislumbrada se tornou uma árvore robusta e fecunda. Numerosos presbíteros e bispos, pertencentes à Aliança Sacerdotal, já foram declarados veneráveis e beatos; de outros foi iniciada a causa de beatificação. A bondade da árvore se manifesta pelos frutos. [27]

+ Pier Giorgio Debernardi

Bispo de Pinerolo


Para conhecer melhor a espiritualidade da Venerável Madre Luísa Margarida e a sua Obra, entre em contato com:

Obra do Amor Infinito

Padre Agnaldo dos Santos Bueno

dominos5@bol.com.br

amorinfinito3@bol.com.br / amorinfinito13@bol.com.br

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Caixa Postal 243 

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[1] N.C. A Ordem da Visitação de Santa Maria, Instituto de vida contemplativa, fundado em 1610, por São Francisco de Sales (1567-1622) Doutor da Igreja e Santa Joana Francisca Frémiot de Chantal (1572-1641), Nas palavras do Fundador, as visitandinas foram fundadas “para dar a Deus Filhas da oração tão interiores, que sejam achadas dignas de servir sua Majestade infinita e de adorá-la em espírito e verdade. Deixando para as grandes Ordens já estabelecidas na Igreja honrar Nosso Senhor com obras excelentes e virtudes impressionantes, eu quero que as minhas filhas não tenham outro ideal que aquele de glorificá-lo com o seu abaixamento” .In: Gioia, Giuseppe. Nello spirito della visitazione. Milão: San Paolo.2006. pg107.

[2] Diário, 30 de maio de 1902 (L.M. CLARET DE LA TOUCHE, Diario, Tip. Fanton, Turim 1988, Opera Omnia, vol. II). No Diário, Madre Luísa nos deixou suas reflexões amadurecidas no tempo da oração, junto as mensagens que ela percebia como provenientes do Senhor. Escreveu também a Autobiografia (do nascimento até 1905) e o Caderno das tentações porque o seu diretor espiritual, P. Alfredo Charrier, queria entender melhor essa criatura que lhe havia sido confiada. Se conserva também um substancial Epistolário.

[3] Também na vida de Santa Margarida Maria Alacoque, no momento da primeira aparição do Sagrado Coração (27 de dezembro de 1673), existem palavras e fenômenos que recordam a mesma experiência da Irmã Luísa Margarida: o Coração de Cristo que quer derramar o seu amor sobre toda a humanidade, o desejo de manifestar esse amor por meio de Margarida Maria, a escolha de uma criatura fraca e frágil para transmitir as riquezas de seu amor; há então um fenômeno de natureza mística, a troca de coração acompanhado por uma dor no lado que nesta irmã perdurou por toda a vida.

[4]  N.C. A Guarda de Honra do Sagrado Coração foi também fundada por uma Visitandina francesa contemporânea da Madre Luísa Margarida: a Irmã Maria do Sagrado Coração Bernaud (1825-1903). Foi fundada em 13 de março de 1863, no Mosteiro de Bourg-en-Bresse, na França. A fundadora por inspiração particular de Nosso Senhor fundou a Guarda de Honra com a finalidade principal de consolar o Coração de Jesus dando-lhe Glória, Amor e Reparação.  Cada um de seus membros se compromete a dedicar uma hora do seu dia, sem nada mudar de suas obrigações diárias, para neste momento permanecerem em espírito, junto ao Coração de Jesus presente no Sacrário, a fim de consolá-lo, oferecendo-lhes seus pensamentos, palavras, ações, sofrimentos e alegrias. A Fundadora compreendeu que a vocação da Guarda de Honra, tinha sua origem no Calvário, aos pés da Cruz de Nosso Senhor, na presença da Santíssima Virgem, de São João e de Santa Maria Madalena, no momento em que a lança do soldado transpassou o Coração de Jesus.  Dizem seus estatutos – Maria, João e Maria Madalena formam a primeira Guarda de Honra. Conforme a intuição da Madre Maria do Sagrado Coração, a Guarda de Honra dá um culto particular ao Coração de Jesus transpassado pela lança. Cada membro é convidado, muito particularmente durante sua Hora designada, a oferecer ao Pai eterno o Sangue e a Água que jorraram do Coração de Jesus, pelas necessidades da Igreja e em reparação pelos pecados dos homens.  A Guarda de Honra de se difundiu pelo mundo inteiro, inclusive no Brasil. A Beata Maria de Jesus Deluil-Martiny (1841-1884), que teve uma grande união espiritual com a Irmã Maria do Sagrado Coração, foi a primeira zeladora da Guarda de Honra. Ela posteriormente fundou as “Filhas do Coração de Jesus”, de vida contemplativa, dedicadas a Adoração perpétua, recebendo a graça do martírio diante do seu mosteiro de Marselha, na França.

[5] Diário, 6-13, 25 de junho de 1902.

[6]  Diário, pp. 7-8.

[7] O livro teve ampla difusão. Foi publicado em 14 línguas.

[8] f. CH. HERIS, Dans la lumière de l’Amour Infini, Ed. du Cerf, Paris 1964 p. 339.

[9] Cf. M. REYNAUD, Memoriale, p. 379.

[10] Este quadro se encontra agora na capela da Betânia do Sagrado Coração em Vische, na Itália.

[11] Diário, depois da nota de 18 de outubro de 1901.

[12] Diário, 12 de junho de 1902.

[13] Carta do Padre A. Charrier a Irmã Luísa Margarida, 25 de dezembro de 1903.

[14] Carta da Irmã Luísa Margarida ao Padre A. Charrier, 18 de setembro de 1908.

[15] Diário, 10 de junho de 1902.

[16] Diário, novembro de 1902.

[17] Diário 13 de junho de 1902.

[18] Diário, depois da nota de novembro de 1902.

[19] Diário, 10 de fevereiro de 1904.

[20] Diário, 11 de março de 1904.

[21] Diário, setembro de 1904 (depois da nota de 21 de setembro).

[22] CONCÍLIO ECUMÊNICO VATICANO II, Presbiterorum ordinis, n. 7. Cf. Também o n. 10.

[23] CONCÍLIO ECUMÊNICO VATICANO II, Christus Dominus, n. 16.

[24] JOÃO PAULO II, Pastores dabo vobis, n. 74.

[25] Cf. E.J.LAJEUNIE, Saint François de Sales, II, Ed. Guy Victor, Paris 1966, pp. 9-45.

[26] FRANCISCO DE SALES, Conversações,  XV, n. 14.

[27] Estes são: Beato JOSAPHAT KOCYLOWSKYJ, Bispo de Lviv e mártir; Beato GIACINTO ANDREA LONGHIN, Bispo di Treviso; Beato SECONDO POLLO, Sacerdote e Diretor espiritual do Seminario de Vercelli, Capelão militar durante a segunda guerra mundial; Beato LUIGI BOCCARDO, Sacerdote e Fundador das Irmãs “Filhas de Jesus Rei”; Venerável ORESTE FONTANELLA, Sacerdote e Diretor espiritual do Seminario de Biella; Venerável e GAETANO TANTALO, Pároco dE Tagliacozzo (AQ); Venerável  VINCENZO MORINELLO, Sacerdote e Fundador das “Irmãs dos pobres de S. Vicente de Paulo”. Servo de Deus ANDREA SZEPTYCKYJ, Metropolita de Lviv (Ucrâina); Servo de Deus CIRILLO ZOHRABIAN, Bispo Armêno; Servo de Deus LUIGI SANTA, Vigário Apostólico de Gimma e depois Bispo de Rimini; Servo de Deus GIUSEPPE QUADRIO, Sacerdote Salesiano e Docente no Pontifício Atenep Salesiano.


Fonte:  

(em francês):  http://www.clerus.org/clerus/dati/2009-07/29-13/Claret_de_la_Touche_FR.html

(em italiano): http://www.clerus.org/clerus/dati/2009-07/27-13/Claret_de_la_Touche_it.html#_ftnref4

Obra do Amor Infinito (na Itália): 

http://www.operaamoreinfinito.it

(site em italiano)