“Busquei corações e não os encontrei”

Servo de Deus Frei Imaculado José de Jesus, OCD

02 de janeiro de 1948

Madre Placida, o doloroso lamento de Jesus a Santa Margarida Maria: “Busquei corações e não os encontrei” não é dirigido também a nós, suas almas privilegiadas, as suas hóstias, as suas vítimas?

Não é também a nós que Jesus incessantemente, ininterruptamente repete: “Ama-me, glorifica-me, imola-te comigo e por mim, porque não sou conhecido, não sou amado”. Ó, imensidade do amor de nosso Deus por nós, suas pobres criaturas!

Madre, das vossas cartas revelo claramente o amor que adquiristes, mediante a divina graça, no sofrer por Jesus e pela Virgem Santa; sim, é também verdade que a nossa natureza foge da dor e temos o exemplo de Nosso Senhor, quando no Horto das Oliveiras dirigiu a seu Eterno Pai a oração que se fosse possível afastasse d´Ele o amargo cálice de Sua Paixão. Isso Jesus permitiu para nosso espiritual conforto, a fim de que não desanimássemos diante da luta entre o espírito e a carne; antes precisamente então o mérito maior está em superar a dificuldade. É a vontade que deve dominar em nós.

Digamos a Jesus: “Senhor, eu te amo, tudo por ti e só por ti, quero sofrer e em tudo nos faremos ajudar e ensinar por nossa Mãe Celeste, a qual pediremos nos dar Seu Amor por Jesus e pelas almas“.

Perdoe-me escrever mal, escreverei amanhã de novo com Lucia, que carinhosamente vos saúda, vos abraçando com a Madre Presidente, Dona Margherita.

N ´Ele, Vosso afeiçoadíssimo

José da Imaculada


(Frate Immacolato Giuseppe di Gesú (Aldo Brienza) Carmelitano Scalzo. Epistolario (1942-1989), pg 50)