Para este santo momento quaresmal, aprestamos um texto da Autobiografia desta grande mística da Ordem de Santa Clara, a Serva de Deus Madre Celina do Menino Jesus, mística clarissa, “Serva da Santíssima Trindade”, alma totalmente oferecida pela santificação dos sacerdotes.

“Uma manhã, ao receber no peito meu divino Jesus, lhe perguntei o que queria de mim, particularmente durante os dias de quaresma. No momento me pareceu escutar no fundo do meu coração sua doce voz que me dizia:

Filha minha, o que mais quero de ti é a vida interior. Desejo que durante estes quarenta dias te retires comigo na solidão, não material, senão que toda recolhida em teu interior formes nele como um santuário onde dia e noite me estás dando contínuos louvores e consolando meu Coração afligido por tantos desprezos que recebo.

Para que Eu posso vir descansar nele, é preciso que não haja o menor ruído; portanto guardarás o santo silêncio o mais rigorosamente que possas, falando no entanto sempre que a caridade ou necessidade o exijam. Há que guardar também o silêncio interior, pois uma das coisas que mais me molestam, e que impede a santidade nas almas, é o dar livre curso a seus pensamentos e louca imaginação, com o que passam todo o dia preocupadas, sem ter dado a meu Coração o mais leve consolo”. (Autobiografia, cap. XV)

In:Boletín informativo nº 14. Año 2015