IRMÃ MARIA FRANCA SIGURANI (1939-1959)

Oblata do Sagrado Coração de Jesus

 

Irmã Maria Franca Sigurani nasceu em Roma em 4 de janeiro de 1939. Ela era uma pessoa sorridente e extrovertida, exuberante e reservada ao mesmo tempo. No frescor dos seus vinte anos, ela cantou serena sua alegria de viver, guardando no coração um segredo doce de dedicação e amor Àquele que é o Deus do Amor.

A trágica morte de seu pai em um ataque aéreo, 18 de março de 1944, foi a ocasião que o Senhor se serviu para atraí-la ao Instituto das Irmãs Oblatas do Sagrado Coração de Jesus. Aqui, o clima de família próprio do Instituto  e a bondade das Irmãs com as quais viveu, fizeram nascer nela, ainda criança, o desejo de consagrar-se totalmente ao Senhor na vida religiosa.  Este desejo foi o mesmo da sua mãe, que se chamava  Irma e,  após uma cuidadosa reflexão e decisão difícil, confiou  sua filhinha Anna, de apenas quatro anos, a  uma de suas irmãs e no dia 4 de Maio de 1946, entrou como postulante no Instituto das Irmãs Oblatas do Sagrado Coração de Jesus, onde foi religiosa com  coração de mãe até a morte. (Isto foi possível porque ela era viúva).

Irmã Maria Franca, na escola das Irmãs Oblatas do Sagrado Coração de Jesus, aprendeu a “amar a Deus de todo o coração, com toda a sua alma, com toda a sua força“, também a viver a vida como um presente aos outros e a nutrir uma alta estima pelos sacerdotes. Com a idade de doze anos, em 22 de outubro de 1951, como revelado por um de seus escritos, ela se ofereceu a Deus com o voto de virgindade.

Este dom foi realizado aos pés de Nossa Senhora da Perseverança, venerada no Pontifício Seminário Romano Menor. Aqui estudava o seu irmão Pedro, que mais tarde se tornou um sacerdote da diocese de Roma e exerceu seu ministério nas paróquias de Santo Inácio de Antioquia na Estatuária, de Santa Maria das Graças no Triunfal, da Natividade de Nosso Senhor Jesus Cristo na Via Urbisaglia e atualmente, apesar de sua idade venerável, ele ainda exerce o seu ministério com entusiasmo incrível, na Basílica de Santo Eustáquio, acolhendo todos os que precisam de sua ajuda.

Aos quinze anos ela começou o caminho de formação para se tornar uma Irmã, e no dia 07 de setembro de 1954,  colocou o vestido branco das Irmãs Oblatas do Sagrado Coração de Jesus. No dia 08 de setembro de 1955 ela fez sua primeira profissão religiosa, que foi para ela o ponto partida para uma vida sempre maior de amor e de fidelidade a Jesus.

Muito generosa com os outros, ela não duvidava em fazer qualquer sacrifício para satisfazer a todos, escondendo, com simplicidade amável, o bem que ela estava fazendo. Sob um sorriso constante, ela escondeu as dificuldades que encontrava a cada dia. A oração e a  imolação para a santificação dos sacerdotes, segundo o  carisma do Instituto ao qual pertencia, foi o maior entusiasmo de sua vida jovem, tão bem expresso em um de seus escritos:

“Para os representantes de Cristo precisa rezar- e porque não? – imolar-se. Muitas vezes repetimos na frente de cada renuncia: “Quanto mais eu for Hóstia, mais eles serão sacerdotes!. Vivamos a vida de Hóstias com Jesus Hóstia, e tendo em vista o sacerdócio devemos santificar-nos, aceitando com amor todos os sofrimentos que sentimos. Vivamos iluminadas por essa luz divina e então tudo parecerá mais fácil “.

Com a idade de dezoito anos, ela começou a expressar suas belas qualidades como professora e educadora entre os Pequenos Amigos de Jesus, primeiro em Grottaferrata e depois em Foggia. Aqui ela amadureceu sua ardente aspiração e, em 11 de agosto de 1959, ofereceu a Deus a sua vida pela santidade dos Sacerdotes. Essa oferta, tão cedo aceita pelo Senhor, permaneceu em segredo no intimo de seu coração. Somente na manhã de 23 de novembro de 1959, quando, com apenas vinte anos, foi subitamente chamada para o Casamento Eterno, encontrou-se preso ao lado do coração um  saquinho, contendo um folheto, no qual estava escrito:

“Meu Deus, eu começo a entrar na Tua casa e a subir os degraus do Teu Santo Altar. Faz que eu sinta toda a amargura desta ascensão, para que ele possa ascendê-los com o coração transbordando de alegria. Conceda que minha juventude se regozije apenas em sua sombra, para que ele possa dar seus frutos de vida; Encha meu cálice de fel e vinagre e ajude-me a beber, para que ele distancie de seus lábios secos o néctar das alegrias mundanas.

Meu Deus, que eu seja o Teu rouxinol e não o dele, para que eu possa cantar escondida entre as pontas sangrentas de Tua coroa de espinhos, e que em minha canção eu te implore incessantemente por sua redenção.

Dá-me uma cruz, seja ela qual for, mesmo aquela de não te-la: plante-a no meu coração, para que ele não sinta as delícias da carne. Perfura as minhas têmporas com Tua coroa de espinhos, para que ele pense somente em Ti e ao seu sacerdócio.

Aumenta o peso da cruz nos meus ombros e mostre para ele uma cruz radiante de luz. Que eu suba ao Teu altar  como Tu ascendestes ao Calvário, e que Ele suba ao Teu altar como Tu subistes ao Tabor! Para ele eu me sacrifico! Me dê sua alma e seu sacerdócio. Tira-me todo o resto “.

Beata Maria Teresa Casini, fundadora das Oblatas do Sagrado Coração

A oferta da Irmã Maria Franca, por um seminarista, que tinha mostrado por ela uma simpatia imprópria, foi o culminar lógico daquele  espírito com que foi alimentada desde pequena no Instituto das Irmãs Oblatas do Sagrado Coração de Jesus, que tem uma fisionomia tipicamente “sacerdotal”, assim como o concebeu a Beata Maria Teresa Casini, que viveu na contemplação eucarística do mistério do Coração de Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote. É significativo o que ela deixou escrito em suas notas íntimas: “Eu  sinto no meu espírito um impulso que me empurra em direção a Deus eu não posso mais viver assim com superficialidade…..! Eu devo elevar-me acima de mim mesmo para viver em Deus, me imolar pelo Sacerdócio e para consolar o Coração Trespassado de Jesus.

Hoje, num momento em que o sacerdócio ministerial é atacado por todos os lados, Irmã Maria Franca, com a sua oferta generosa, convida cada um de nós para amar e para assumir o grande ideal para o qual ela viveu e morreu, e que ela resumiu na frase : “Quanto mais eu for Hóstia, mais eles serão Sacerdotes“.

Quem obtiver graças pela intercessão de Ir. Maria Franca, comunique, por favor:

CENTRO DE ESPIRITUALIDADE SACERDOTAL

Irmãs Oblatas do Sagrado Coração de Jesus

via del Casaletto, 128- 00151 Roma

centrospiritualitasacerdotale@suoreoblate.it

Tel. 06/53273861 – Cell 333/4838454

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