de São Manuel González, o Bispo do Sacrário Abandonado


“Que estudo tão útil e encorajador para nós que vivemos nos queixando da fragilidade de nossa virtude e de nossos propósitos de adquiri-la e conservá-la descobrir a parte de barro das grandes figuras de Santidade!

Algumas vezes esse barro se deixar ver em algum defeitinho ou equívoco, dos que não tiveram isentos perpetuamente os santos. Outras, numa enfermidade ou inaptidão natural, que aparentemente, os impossibilitava para a obra que Deus lhes pedia e sempre em tentações e lutas que os punha à prova e em grandes perigos.

Ah! Certamente, se nos fixássemos mais no barro dos santos, não nos sentiríamos tão desencorajados e longe de imitá-los pelos sustos e decepções que nos dá nosso barro.

Eu creio que muitas almas chegariam a ser santas se depusessem o erro, pelo menos prático, de crer que os santos foram de aço, de porcelana, de carne de baleia ou de marmelo, ou até de um pedacinho de nuvens, de céu, de sol…; de tudo menos de barro, como os demais homens e mulheres.

E porque isso creem ou supõe, se ouvem tantas vezes exclamações como estas: Os santos faziam o que fizeram porque eram santos! Porque nasceram santos! Porque não eram como nós! Porque viveram em outros tempos!

E depois destas razões absurdas, ficam tão inchados e tão beatificamente resignados com não poderem ser santos por causa do sem-vergonha de nosso barro…



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