de São Manuel González, o Bispo do Sacrário Abandonado


Necessita o silêncio o operário para poder descansar de seu trabalho e reparar suas esforças esgotadas; necessita o silêncio estadista para amadurecer serenamente seus planos de governo; tem necessidade dele o homem de ciência para a tranquila investigação das verdades cientificas; tem necessidade dele o enfermo para dar uma trégua as suas insônias e sofrimentos; também tem necessidade dele o financista para realizar devidamente seus cálculos, daí que seja uma das preocupações modernas, sobretudo nas populosas cidades, ver a maneira de calar este barulho ensurdecedor que produz o vertiginoso movimento da vida deste século com seus carros e motos, bondes e rádios, com os discursos, com as vozes impertinentes de viciados e desocupados etc.

Mas se na vida material e intelectual é necessário o silêncio, na vida espiritual, na vida interior, na vida de trato íntimo com Jesus no Sacrário, o silêncio é uma necessidade absoluta, imprescindível, é condição sine qua non, para nos pormos a falar com Jesus, dizendo-lhe com o Profeta: “Audiam quid loquatur in me Dominus Deus” escutarei o que vai me falar o Senhor Deus, porque não fala Jesus no meio do alvoroço do mundo, non in commotione Deus.



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